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Dicas
1.
A adubação de orquídeas envasadas deve
ser feita com muito cuidado, principalmente quando se utiliza adubo
de origem orgânica (bokashi, torta de mamona, húmus de
minhoca, etc.) pois esses produtos aceleram o processo de decomposição
do substrato e/ou alteram substancialmente o pH ideal para o cultivo
das mesmas (que deve ser entre 5,4 e 6,0).
2. Em condições normais os substratos de plantas envasadas
que utilizam em sua composição a fibra de xaxim ou da
casca de coco devem ser trocados a cada 3 anos, logo após o término
da floração. Os substratos que utilizam o “sphagnum” ou “musgo
branco” em sua composição devem ser trocados anualmente.
Vasos plásticos são mais baratos e mais higiênicos
para o cultivo de orquídeas, além de reter a umidade do
substrato por mais tempo.
3. A rega freqüente pelo sistema de “mangueirada” em
orquídeas cultivadas em placas, pedaços de madeira ou
fixadas em árvores é responsável pela morte das
mesmas após um ou dois anos, pois tal método provoca a
perda de nutrientes através do mecanismo de inversão do
gradiente osmótico que ocorre pelo tecido celular externo.
4. Fique atento às revisões de nomenclatura das orquídeas,
as quais estão ocorrendo com rapidez na atualidade, confundindo
muitos orquidófilos iniciantes. Atenção especial
no momento para os gêneros Maxillaria, Laelia e Oncidium, pois
as espécies desses grupos estão sendo redistribuídos
em novos gêneros.
5. O fornecimento excessivo de Nitrogênio para as orquídeas,
além de tornar os pseudobulbos lenhosos e quebradiços,
torna a planta mais vulnerável ao ataque de fungos, pois, estes
encontram ambiente mais favorável à sua proliferação
e tornam-se mais resistentes aos fungicidas.
6. Lembre-se que orquídeas epífitas, ou seja, que possuem
raízes especializadas para se desenvolver em árvores,
não devem ser plantadas com/na terra, pois as mesmas serão
facilmente atacadas por fungos.
7. Só faça mudas a partir de touceiras (processo de divisão
de rizoma) desde que cada muda tenha pelo menos 4 pseudobulbos (os famosos “bulbos”).
A lâmina ou a tesoura de corte utilizada para dividir as mudas
devem ser esterilizadas numa chama de fogo, para eliminar o risco de
contaminação da planta por fungos, bactérias ou
vírus.
8. Não utilize a receita caseira de “calda de fumo” como
repelente de insetos para proteger suas plantas, pois existe um sério
risco de contaminá-las com vírus.
9. O que ajuda para um bom cultivo de orquídeas: regas adequadas,
adubação correta, iluminação certa e um
local apropriado para acomodar suas plantas.
10. Faça um curso básico de orientação para
cultivo de orquídeas ou leia uma apostila sobre o assunto. Não
seja um “orquidicida culposo” ou pior ainda, um “orquidicida
serial killer”, um verdadeiro matador de orquídeas. Elas
agradecem o seu respeito.
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